sábado, 11 de junho de 2011

Contos de Fada?

Olá pessoas! Meu 1° post aqui, que emoção! *___*~

Aproveitando a deixa que nosso amigo Bruno deixou no blog no post do dia 27/05/2011 sobre contos de fada e Disney venho eu postar uma coisa bem interessante: Alguém aí já leu ou ouviu falar da versão original dos contos de fada? Pois é, se você é fã de carteirinha da DisneyLand e não tem saco pra ler posts grandes recomendo que não continue, mas se a sua curiosidade foi maior aprecie:

Bom o lance nos contos de fada é que nunca se sabe quem inventou e de onde eles vêm. Os contos foram sendo contados e repassados por gerações através dos anos até o dia em que escritores (geralmente europeus) como os Irmãos Grimm ou Charles Perrault transcreveram o conto para um livro. Por terem sido repassados oralmente por tanto tempo, é natural que existam diversas versões e detalhes para um mesmo conto.  Algumas mudanças acontecem até mesmo por motivos de tradução, como o fato de que a Cinderela da versão Perrault veste sapatinhos de cristal pq ele traduziu errôneamente a palavra vair (pele) como verre (vidro, cristal). Ou seja, o maior símbolo de Cinderela que conhecemos não condiz com o conto original, onde ela usava um tamanco de peles. (Chorei horrores quando descobri isso =/)

Quero deixar todo mundo bem ciente aqui de que quando a Disney resolve transformar um conto de fadas em um desenho, ela adapta, contorce e muitas vezes força a barra pra um final feliz, leia alguns dos contos originais e comprove:

A Bela Adormecida

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.


"Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor. Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza mas como não consegue  acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz despertar.
Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos."
No conto original ela chamava Tália, na versão de Perrault o nome da princesa era omitido e em 1888, quando Tchaikovsky compôs o balé de A Bela Adormecida, ele nomeou a princesa como Aurora, inspirado pelo nome de sua mãe. O filme da Disney foi lançado em 1959 e é baseado na versão de Perrault. A maior parte da trilha sonora do filme são adaptações das canções do balé de Tchaikovsky.

Branca de Neve e os Sete Anões

O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvidoa história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amalie Hassenpflug.


"Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos.
Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.
Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.
Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.
Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro.  Com a queda, Branca de Neve cospiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.
O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é Branca de Neve.
Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem na madrasta, a fazendo dançar até cair morta." (Literalmente xD)

Cinderela

Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa.
Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault , que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.


"Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas lágrimas.
Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para trabalhar como empregada.
Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas sairam para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.
No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir porque teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram.
Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile.
Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da meia-noite ela voltou para casa.
No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a árvore de sua mãe.
Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito.
Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas.
O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.
Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu levou a impostora para casa. Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros deduraram o sangue.
O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir, os pássaros bicam seus olhos e elas ficam cegas."

A Pequena Sereia

O conto é de 1837 e autoria de Hans Christian Andersen. A Disney usou essa versão mas trocou o final trágico por outro feliz…



A pequena sereia possuia 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares. Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos ganhavam a permissão de ir à superfície.
Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio (e o salva quando o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar. (Comentário pessoal aqui: É o meu conto de fadas preferido, alguém tem noção de como fiquei depois de ler isso? u.u)
Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas como se ama uma criança e não uma esposa. Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo dela.
No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do mar.

A Bela e A Fera

A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos. Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra.


Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Quando o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas.
O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa.
Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá.
Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Quando ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe. (Existe outra versãoem que a Fera permanece Fera.)

Chapeuzinho Vermelho

Na versão de 1889 de Charles Perrault, o conto termina com o lobo comendo Chapeuzinho. Não há caçador pra ajudar. Já na versão de 1884, dos Irmãos Grimm, o caçador vai à casa da vovó, vê o lobo dormindo e então usa uma tesoura para abrir a barriga dele e tirar as duas de dentro. Antes que o lobo acorde, a Chapeuzinho enche sua barriga com pedras pesadas. Assim que ele acorda, tenta correr e não consegue por causa do peso, então, cai morto.


Os Três Porquinhos

Na versão de 1890, de Joseph Jacobs, os dois primeiros porquinhos são comidos pelo Lobo Mau. Quando o lobo invade a 3ª casa pela chaminé, ele cai num caldeirão de água fervente e morre. O 3º porquinho aproveita e faz um ensopado, e come o lobo.


Cachinhos Dourados

Uma das versões conta sobre a invasão de uma raposa e não de uma menininha de cachos dourados. Quando o ursão encontra a raposa na cama do ursinho, a joga pra fora da casa com tanta força, que ela quebra todos os ossos. Em outra versão igual a que nós conhecemos, em vez da menina, é uma velhinha maltrapilha que invade a casa.
A história é cheia de números 3, e há ainda uma versão onde a invasora sofre 3 punimentos: fogo, água e depois é atirada de uma torre.


Como podemos ver, poucos contos possuem um "Final Feliz" e há sempre algo "pesado" neles, existem diversas outras versões que não postei aqui, algumas bem mais "quentes" outras mais violentas, pra ler basta dar uma vasculhada no google. Os sites de que eu tirei algumas referências foram o blog da Lia e o Nerdssomosnozes ^^

Aqui é a Sakura dizendo: Ainda quero ir pra Disney!!!
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